Grupo de Teatro UniABC está com inscrições abertas
Em 2004, surge o Grupo de Teatro UniABC com a proposta de trazer à comunidade acadêmica e da região um espaço de discussão e prática de atividades artísticas e culturais.
Sob direção do Professor Agenor Bevilacqua Sobrinho, dos Cursos de Pedagogia e de História da Instituição, o Grupo encenou, no período de 2004 a junho de 2007, os espetáculos “O Rato Pensador”, “A Lente” e um conjunto de esquetes produzidos nos laboratórios do Curso Livre de Teatro UniABC, com elenco composto por alunos e pessoas da comunidade. Participou de Festivais e Eventos na UniABC, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP), no Teatro Municipal de Mauá, no Teatro Municipal Clara Nunes de Diadema e em outras instituições, desenvolvendo atividades em comunidades carentes e levando as peças e o nome da Universidade.
Durante este período, alunos e membros da comunidade em geral tiveram a oportunidade de reconhecer em si o potencial artístico e social por meio das práticas teatrais, que estimulam as habilidades de sociabilização, de postura diante do público, conhecimento corporal, desinibição e exercício da cidadania propiciado com a aprendizagem teatral.
Ademais, o Grupo ganhou o prêmio de mérito de melhor maquiagem artística do Festival de Teatro Diadema.
Inscrições abertas
O Grupo reabriu o Curso Livre de Teatro para que novas turmas tenham oportunidade de participar do repertório de trabalhos que produzirá um novo espetáculo este ano.
O Curso é gratuito e está estruturado por módulos semestrais de graus distintos (básico, intermediário e avançado) e o participante terá direito a Certificado referente à conclusão de cada módulo.
As atividades acontecem aos sábados, das 11h às 16h, na sala TB23, Bloco B.
Inscrições: pelo e-mail (teatro@uniabc.br ) ou pessoalmente no local.
Histórico dos espetáculos
Um rato toma o leite que uma mulher, pobre e desempregada, estava reservando para o filho. O choro do menino e a frustração da mãe enchem o rato de remorsos. Disposto a reparar o erro, ele tenta proporcionar ao garoto o leite de que o havia privado, e acaba chegando a uma série de constatações que transformam seu olhar a respeito das relações sociais e do impacto delas sobre a natureza.
“O Rato Pensador", fábula teatralizada por Agenor Bevilacqua Sobrinho, é a recriação de uma narrativa popular da Sardegna relatada pelo pensador Antonio Gramsci (1891-1937) em uma das cartas que escreveu do cárcere a Giulia, sua mulher. Desenvolvendo o enredo a partir da narrativa evocada por Gramsci, Agenor presta homenagem ao filósofo ao mesmo tempo em que traz ao público brasileiro a oportuna reflexão acerca da responsabilidade social presente na fábula sarda (Cf. Maria Sílvia Betti, 2005).
“A Lente”, do mesmo autor, narra a história da habitante de Lente, Paula, jovem desempregada que começa a entender os mecanismos da desigualdade social e da corrupção enquanto procura emprego.
A peça, inspirada no conceito “brechtiano de ação” (relativo à Bertolt Brecht, 1898-1956, dramaturgo, poeta e encenador alemão do século 20, cujos trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo), deve ser entendida, não apenas como o produto de um pensamento criador politicamente empenhado, mas como proposta de um olhar crítico desejoso de intervir na sociedade à sua volta (Cf. Maria Sílvia Betti, 2006).
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