Formado em Letras, ex-caixa, ex-entregador de esfihas, ex-baby-sitter, ex-professor de karatê, ex-cara de pau, membro da Academia dos Poetas Mortos, da qual é o fundador e o único integrante, fez alguns bicos num jornalzinho de Mauá, que faliu tempos depois. Não obteve qualquer distinção na área literária, exceto um prêmio michuruca, o Poetapone – Poeta de Porcaria Nenhuma, conferido pela Associação dos Mendingos da Segunda Divisão. Não tem livro publicado, mas a gaveta de sua mesa está repleta de textos poéticos e vale-refeição. Colaborador de sítios da internet, principalmente o sítio que seu irmão tem em Suzano, onde, uma vez por mês, carpina. Está tentando verter um texto seu para a língua quíchua. Seu sonho é estrelar uma peça erótica, cujo personagem apareça nú ou com algumas plumas cor de rosa cobrindo o rosto.
Com essa distinta biografia, Lindiberto promete ser um ás no ramo. Entendeu? Um ÁS NO ramo.
Além disso, cometeu muitos erros de ortografia. Vamos corrigi-los.
Esfirras – escreva dessa forma.
Caratê – dessa forma.
Cara-de-pau – com hífen.
Não obteve nenhuma distinção – a frase é negativa, por isso não cabe qualquer.
Mixuruca – com “x”.
Mendigos – dessa forma.
O plural de vale-refeição pode ser: vales-refeição e vales-refeições.
Capinar: limpar (uma plantação, um terreno) de capim ou erva má. E não “carpinar”.
Nu – sem acento.
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